21 junho 2009
SOMENTE A VERDADE
I
Lembrar não existe! É uma ação completamente ilusória achar que se pensa lembrar de algo. Para que lembrar fosse possível seria necessário existir um repositório de fatos ou de lembranças sobre fatos que implicaria necessariamente na existência do passado… mas assim como o futuro que ainda não existe – esse ente que se avoluma pelo presente que morre , o passado, o passado não existe… A idéia de lembrar só serve mesmo para ser usada quando se quer, ou se precisa, se opor à outra idéia mais perniciosa, no esforço de se querer entender, compreender ou suportar a vida em si mesma. Essa idéia perniciosa é a idéia de aprender… pois não há nada a ser aprendido…nada a ser adquirido… Aí então, para se resistir à idéia de aprender pelo exterior pode-se – deve-se – opor a idéia de lembrar, lembrar-se a partir de dentro, ter ciência, consciência de que se deve suportar a idéia de que se está vivo, sobreviver, pois um dia o presente se manifestará através da sua morte.
Morte para muitos é esquecer, esquecimento, esquecido… Mas para Kaslu, morte sempre foi morte, e como lembrar para ele não existia, esquecer era também um ato inexistente… Entrei, em seu quarto assim, sabendo que durante a duração improvável de qualquer vida, em seus largos e curtos setenta médios anos, muitas consciências habitavam um mesmo corpo, e que a última procuraria dar uma unidade ao conjunto de consciências pertencentes àquele corpo que nunca existiu também. Procurei respeitá-lo, em sua morte, anunciada e acontecida, tentando imaginar por decisão, que não era Kaslu, mas sim uma nova consciência brotada daquele que fora meu antecessor. Pois assim ele queria e intimamente sempre me senti seu amigo. Entrando em seu quarto, que ele hodiernamente chamava de blog de guerra, sabendo que nunca conseguiria restabelecer a unidade da sua existência, procurei entender porque ele acumulará cada livro, cada filme, cada imagem num ambiente pouco, de uma consciência que havia sido tão poderosa. Tentei absorver os restos, as ruínas maravilhosas daquela consciência perdida… que alguém diria algum dia que fui eu mesmo, simplesmente por causa da falsa unidade que um corpo oferece… mas Kaslu saberia simplesmente chamá-lo de imbecil, ou pato, ou mula, ou ovelha… pois eu não mais existia… o eu era um avião sinistrado perdido nas matas, no deserto, nos abismos de alguma geografia maravilhosa de nossos icebergs, coletivamente grudados ainda por geleiras-mães misteriosas…mas em derretimento. Quando seu corpo chega a determinada idade biológica – Kaslu me fez entender -, o seu eu pessoal se transforma em um avião sinistrado a espera de resgate mas que não te levará mais a nenhum lugar. Ficar à deriva pode acontecer a qualquer momento, mas cinquenta é uma idade fatal! Passei a mão sobre as estantes, sobre os livros, sobre os Cds, sobre os DVDs, sobre coleções de pendrives, e a poeira era a mesma, uniforme, grossa, alérgica, capeando todo o conjunto. Na mesa única o laptop, muitas folhas rabiscadas com dibujos e esquemas, com apenas um livro xerocado em pasta de elástico, sim, empoeirado, sem nenhum sentido aparente.
II
Testei a bateria na tomada, e o lap reagiu… lá estava em arquivo recuperado o último texto não publicado… parecia uma continuação do último post do arquivo virtual VK que organizei durante um ano, a partir da data fatal, usando como referência os cinco anos de arquivos virtuais do Blog de Guerra Somente a Verdade. Kaslu morreu em 17 de junho de 2008. Dei me conta de que existia, em 18 de junho de 2008. Essa nova consciência, que recuso chamar de eu, é K! Ela que escreve… Ela que eu se manifesta… Ela que organiza o mundo de kaslu, assim como a matéria prima do universo é interpretada, organizada e modificada pelo espírito perdido do homem.
Dessa forma, veja se me compreende, sempre teremos duas datas… aquela da intervenção de K, mais recente, recuperada. E aquela, ou aquelas, resultante dos cinco anos de Somente a Verdade, originais, do ponto de vista do morto. Pois então veja se me compreende:
(Recuperado em: Terça-feira, Junho 09, 2009… escrito originalmente em: Quarta-feira, Junho 2 2004)
VOCÊ SABE…É UM CONSTRAGIMENTO ESTAR VIVO!!! MAS… FALTA POUCO PARA O FIM!!! DO QUE VOCÊ TEM DÚVIDA, MEU GENERAL?
Quantos rostos eu preciso olhar para que o meu desapareça?Quantos filmes preciso ver para que minha aventura se desfaça?Quantos livros preciso ler para que o limite do conhecimento seja atingido?Quantas perguntas precisarei formular para que exista a resposta única em meu coração?Digo porque sei, que,Com sorte,Encontrarei esse abismoDo fim de tudoE de mim mesmo…
Mas a minha superioridade,introjetada em cada núcleo de célula,em várias sequências de meu DNA,Diz que não.Ela diz que tenho tempoEla diz que eu valhoEla diz que faço diferençaEla diz que não existe uma única respostaMinha superioridade quer sobreviverE então luto contra ela.Num campo de batalha infinito, que é dela…Com inúmeras armas, que são dela…Com inúmeros espelhos, que são polidos por El a…Mas… com a esperança dela… me mantenho lutandoMas, com a destreza dela, permaneço lutandoMas, com inteligência dela, luto e ganho tempo…Um tempo suficiente,Para que em algum momento possa atingi-laMortalmente!”A melhor maneira de voltar da única guerraque vale a pena ser travadaÉ com minha cabeça debaixo do braço”
III
¨Percebi que minha morte estava próxima, pois como poderia suportar por mais tempo o constrangimento de estar vivo”. Assim se iniciava o texto de Kaslu, em arquivo recuperado de seu lap, uma narração extremamente realista, descrevendo uma cena tão corriqueira, que poderia parecer que realmente havia acontecido. E como é esclarecedor: a morte vem quando o sentimento de constrangimento de se estar vivo se torna insuportável, mesmo que por um segundo, mesmo que por um desastre, mesmo que por uma fatalidade, imaginativa ou real.
Lá estava, e Kaslu sabia. A conformação de sua morte minha!
“Percebi que minha morte estava próxima, pois como poderia suportar por mais tempo o constrangimento de estar vivo. O olhar do menino, a sua bondade pura e livre, contrastava com seu sentimento de estorvo. Ora, como e porque um menino de seus dez anos pode sentir o sentimento apavorante de estar estorvando a humanidade? Que humanidade poderia ser essa senão algo completamente desprezível e desnecessário para a vida simples, pura e alegre de um possível menino de dez anos… corcunda!?? Cientificamente: escoliose que envolve modificação estrutural das vértebras e costelas, com rotação vertebral no plano transverso, desvio lateral no plano frontal e lordose no plano sagital; esteticamente gera transtornos, principalmente em crianças e adolescentes por seu caráter evolutivo… Chorei ali… em pleno aeroporto internacional de Guarulhos, são paulo, Brasil, terra… a que ponto havíamos chegado, pois o que isso tinha a ver com a possibilidade consciente daquele menino?
“A minha espera era ridícula como qualquer ação que pode envolver uma situação aérea. Todas as companhias têm a capacidade de nos transformar em imbecis descartáveis, quando você precisa remarcar a sua passagem ou você está na lista dos mortos de um grande desastre aéreo. Esperava a abertura de um balcão às seis horas da manhã, para que seu atendente pudesse avaliar a minha situação de querer chegar mais cedo em casa e não ter que esperar sete horas pela próxima conexão. Esse pedido tinha que ser feito em uma oficina, como diriam os equatorianos, fora do ambiente interno do aeroporto. Você solicita a mudança de vôo como se fosse um necessitado de lanche grátis de alguma ONG ou igreja salvadora. O balcão de remarcação ficava de cara para o desembarque de táxis e foi de um deles que ele desceu… Eu era o primeiro da fila longa que se formara atrás de mim, mas mesmo assim eu podia vê-lo muito bem. A sua timidez me constrangeu! A sua vergonha diante dos normais me constrangeu!!! A sua tristeza natural me constrangeu!!! Eu me constragi!!! Pois o que o transtorno estético tinha a ver com a possibilidade consciente daquele menino?
“Ele saiu do táxi logo depois que sua mãe também saiu. O motorista foi até o bagageiro e começou a tirar as malas, lentamente, muito lentamente parecia que ele estava fazendo de propósito, parava, olhava um papel e tirava uma mala, depois olhava o papel e tirava mais uma, e olhava, e parava, ali diante do menino e sua corcunda, vestido com sua melhor roupa de domingo. Ele ficou bem ao lado da mãe, de costas para nós, para o aeroporto, para o mundo… Ele não precisava olhar pois sabia que sempre estaria sendo observado… um mundo seco esse nosso a procura de corcundas nas costas de cada um, constrangedor…. que constrangimento de estar vivo…. que constrangimento esse meu…. queria ter ido até ele, e se não fosse ofensivo, queria ter podido abraçá-lo, pois ele era muito superior a mim, ela sabia onde se encontrava a sua corcunda e todos sabiam… e o seu sofrimento constrangedor de estar vivo estava dado para sempre desde os seus dez anos de idade! Por favor, me console, pois apesar de ter vivido tudo que vivi, de ter sabido tudo que sei, de ter sentido tudo que senti… não sei porque a vida me constrange. Meu amigo eu não tenho a menor idéia de que porque estou vivo… nada me é suficiente… nada me liberta… só vejo prisões e ilusões… e você, meu amigo, ou seria eu mesmo, não tem porque se sentir constrangido… pois todos nós estamos e não sabemos porquê… Sim… foi uma vontade pungente de abraçá-lo e como não a realizei, chorei… sim…. não havia mais porque permanecer por aqui, ou em qualquer lugar… e como um morto-vivo remarquei a minha passagem mais cedo, para chegar em uma casa que nunca será minha… pois não há como sê-la. Este universo não me pertence mais.”
Perturbado abri o livro xerocado em sua pasta de elástico. Estava errado: ele estava cheio de sentido. Ele era sentido puro, queimava ao ser tocado. A mensagem de Kaslu era evidente: nesse caos que é a vida, seja simples, proceda como no manual. Mas não se esqueça: todo manual é de sobrevivência, até certo ponto, depois ele apenas narra o lugar comum de sua morte, mesmo pessoal, mesmo que seja a sua única morte minha. Um manual vai até ali, onde muitos foram, e todos concordaram, depois é preciso abandoná-lo pois ele irá necessariamente reduzir as suas possibilidades de sobrevivência… Mas como abandonar o manual é uma atitude completamente inumana, os seres humanos morrem: e essa é somente a verdade! Veja se me compreende, escrevo para mim mesmo, como se fizesse uma longa e discursiva tatuagem em meu próprio corpo.
Pois bem, não sei se reproduzirei o resto, mas aí está a primeira parte esclarecedora do manual de sobrevivência na terra e no mar xerocado sobre a mesa de kaslu, ao lado de seu lap.
IV
Manual de Sobrevivência na Terra e no Mar
Ministério da Aeronáutica – Diretoria de Rotas Aéreas
Reeditado com modificação mediante aprovação do Exmo. Sr. Diretor Geral das Rotas Aéreas, conforme fez público o Boletim 72 de 20 de abril de 1965. Brasil.
Seção 1 – EM TERRA
Capítulo I – Ação imediata
1.1. Instruções – Nós sabemos que você é bastante “experimentado”, porém, talvez ainda não tenha se encontrado em uma situação de acidentado em terra. Esta lista de cheque ser-lhe-á muito útil. (saber que está acidentado)
Encontrando-se nessa situação, cumpra fielmente as seguintes instruções:
Mantenha-se afastado da aeronave até que o(s) motor(es) tenha(m) esfriado e se tenha evaporado toda a gasolina derramada; (imediatamente afasta-se do eu sinistrado)
Verifique, entre os acidentados, o número e a natureza dos ferimentos;
Assista-os com os primeiros socorros. Procure deitar ou recostar os feridos em posição que lhe dê alívio e conforto;
A remoção dos feridos da aeronave sinistrada deve ser feita com todo o cuidado, especialmente dos que sofreram ferimentos nas costas ou fraturas;
Providencie com a maior rapidez possível proteção para todos contra o vento e a chuva, principalmente, para os feridos;
Arme, o mais rapidamente possível, um abrigo temporário;
Verifique o estado do rádio do avião e das baterias;
Se houver necessidade de uma fogueira, não perca tempo – faça-a logo. Observe, porém, as cautelas necessárias a fim de evitar um incêndio na mata ou nos destroços da aeronave;
Em tempo frio, prepare bebidas quentes;
Ponha a funcionar o rádio de emergência nas freqüências previstas e trate de ter à mão qualquer outro equipamento de sinalização, que tenha sido trazido na aeronave;
Após essas providências, procure descansar física e mentalmente, até que se tenha recuperado do choque do desastre. Deixe para depois os planos e os preparativos mais extensos;
V
Após o descanso, trate de organizar o acampamento. A cada indivíduo válido, dê um encargo ou encargos a cumprir. Ponha toda a provisão de boca e o equipamento a cargo de um só indivíduo;
Prepare um abrigo para proteger-se da chuva, vento, sol, frio e insetos;
Procure juntar todo o material combustível que puder. Tenha, em reserva, combustível que dê pelo menos para um dia;
Procure uma fonte d´água;
Descubra se nas vizinhanças do local do acidente existem animais ou plantas comestíveis;
Dê início a um diário. Registre a data e as condições do tempo reinante e outras causas prováveis do acidente, o local estimado; nomes dos tripulantes e passageiros; as provisões de boca existentes; a quantidade d´água disponível e o equipamento; dados pertinentes;
Procure determinar a sua posição geográfica do melhor modo possível e inclua essa posição nas mensagens de rádio que enviar. Caso a determinação da posição se tenha baseado em observações astronômicas, inclua essas observações nas mensagens. NOTA: Se o abandono da aeronave sinistrada foi executado, através de um salto de pára-quedas, observe o local em que a aeronave caiu, a fim de ir a esse local, uma vez atingido o solo. Não se esqueça!!! Os observadores de bordo de uma aeronave de busca descobrem uma aeronave caída com muito mais facilidade do que um homem vagando pelo mato. Mantenha-se junto à aeronave, a não ser que tenha recebido instruções em contrário. Não abandone o local do acidente, a menos que tenha certeza de que se encontra a pouca distância (a pé) de socorro. Caso decida “viajar”, isto é, abandonar a aeronave e procurar a sua própria rota de salvação, deixe junto à aeronave uma nota indicando o caminho que pretende seguir. E procure não se afastar do plano de viagem indicado na rota, a fim de que os seus salvadores possam localizá-lo.
VI
Recomendação especial: Não se esqueça de que você pode ser o homem chave da operação de salvamento. Auxilie as equipes de salvamento na faina de localizá-lo e acate as suas instruções quando for, por elas, avistado. Não se deixe levar por excessos de alegria ou, de um modo geral, por descontrole nervoso, quando perceber que foi avistado ou quando a equipe de salvamento chegar. Trate, sim, de cooperar com ela, isto no interesse tanto seu quanto no da equipe. Não se exponha a riscos que possam resultar em ferimentos ou de qualquer modo dificultar o salvamento. Será mais fácil salvá-lo inteiro do que em pedaços!! Se o seu salvamento for por helicóptero, observe como será o procedimento de içá-lo. Caso em terreno acidentado, onde não seja possível o pouso (ou aproximação) do helicóptero, siga para um local menos acidentado, onde o mesmo possa fazer o vôo parado e apanhá-lo com o guincho. Coloque a alça do cabo da mesma maneira que você coloca um casaco. Cuidado para não ficar dependurado de costas para o helicóptero. Se você estiver ferido e incapacitado de colocar a alça, um tripulante da aeronave SAR será descido para ajudá-lo. Se estiver num bote, use a biruta d´água (âncora) e os remos, com o objetivo de evitar a deriva causada pelo vento das asas rotativas. Mantenha-se no bote. Sempre que possuir sinalizador de fumaça, use-o, a fim de indicar ao piloto a direção e intensidade do vento.
1.2. Procedimentos que apressarão o seu salvamento
a. Economize a energia do equipamento eletrônico. Use-o de acordo com as normas constantes das instruções que o acompanham;
b. A pequenos intervalos corra o horizonte com o reflexo do espelho de sinais;
c. Leia, atentamente, a parte deste manual que trata de sinalização (capítulo IV) e siga as diretivas que aí constam em relação à comunicação com a equipe de salvamento.
VII
1.3. Pontos a decidir – permanecer junto à aeronave ou abandoná-la
1.3.1 O aconselhável – É mais aconselhável permanecer junto à aeronave e esperar salvamento. A maior parte dos salvamentos bem sucedidos tiveram lugar enquanto as tripulações permaneceram junto às respectivas aeronaves. Abandone a aeronave somente quando: tiver instruções para tal; tiver certeza de que conhece a sua posição geográfica e que poderá alcançar ponto de abrigo, alimentação e socorro, em geral com os recursos de que dispõe; após ter esperado durante vários dias, você se convencer da pouca probabilidade de socorro e quando contar com equipamento necessário à viagem; quando descer em território inimigo.
1.4.2 Antes de tomar uma decisão, reflita sobre os seguintes pontos de importância:
1.4.2.1 As vantagens em permanecer junto à aeronave – É mais fácil localizar uma aeronave do que um grupo de homens caminhando por entre a mata. Além disso, é possível que alguém tenha percebido a descida da sua aeronave e esteja caminhando ao seu encontro, para investigar. A aeronave, ou partes da mesma, mesmo avariada, proporcionará abrigo, meios de sinalizar e vários materiais úteis (as carenagens) servirão como refletores para sinais, as tubulações como estrutura de apoio de abrigos improvisados; a gasolina e o óleo servirão para ativar fogueiras e para sinais diurnos e noturnos; o gerador de energia elétrica, para o funcionamento do aparelho de rádio. Devem-se evitar os azares e perigos de uma jornada em zona pouco conhecida ou mesmo desconhecida.
1.4.2.2 Possibilidades de salvamento – as possibilidades são boas: se tiver conseguido estabelecer contato pelo rádio; se, ao ocorrer o acidente, a sua aeronave voava ao longo de uma aerovia regular, ou se, por feliz casualidade, cruzava com uma aerovia ou voava próximo à mesma; se as condições atmosféricas e de visibilidade favoreceram a observação da equipe de busca e salvamento.
1.4.2.3 Conhecimento do local onde se encontra – Você deverá conhecer (geograficamente) bem o local onde caiu, a fim de que possa decidir com inteligência se esperará o salvamento, ou se arriscará uma viagem por terra, por rota previamente determinada, onde espera conseguir auxilio. Procure achar o ponto geográfico onde se encontra, consultando os mapas, procurando descobrir acidentes característicos da região e por meio dos dados de vôo, ou então, por meio de observações astronômicas.
1.4.2.4 A escolha do ponto de destino – Procure determinar o ponto de socorro mais próximo, a distância até esse ponto, as possíveis dificuldades e perigos que poderá encontrar no caminho e as facilidades e meios de subsistência que poderá eventualmente encontrar no ponto de destino.
1.4.2.5 As condições em que se acha o pessoal (os sobreviventes) – Veja em que condições físicas se acham você e os seus companheiros e procure calcular a capacidade do grupo para enfrentar a viagem que pretendem fazer. Se houver feridos, procure obter auxílio. Envie dois homens em busca de socorro. Estes deverão ser os mais aptos, física e mentalmente. Devem ser dois porque é perigoso viajar sozinho.
1.4.2.6 Antes de decidir, examine detidamente a situação – Se você decidir a permanecer junto à aeronave, analise bem os seguintes problemas:
1. Qual o seu estado de saúde, quais os cuidados de higiene que poderá manter e qual a situação sanitária do acampamento?
2. Quais os seus recursos de proteção?
3. Qual o seu suprimento?
4. Como obterá alimento?
Caso você tenha decidido levantar acampamento e partir, analise os seguintes problemas:
Em que direção deverá seguir? (ver capitulo XII – item 13 – (jornada sobre a terra)
Qual o plano de deslocamento?O que deverá levar consigo em viagem?















